MÉTODOS
CONTRACEPTIVOS NÃO HORMONAIS
Vassily Khoury Rolim
I)
DISPOSITIVOS INTRA-UTERINOS
As primeiras citações sobre dispositivos intra-uterinos
datam de alguns séculos atrás, havendo descrições
acerca de inserções de pedras no útero
de fêmeas de camelos, para se evitar prenhez durante
as longas viagens; não existe, contudo, comprovação
documentada na literatura.
No
século XI, Avicena registrou pela primeira vez o uso
de pessário contraceptivo na espécie humana.
No fim do século XIX, utilizou-se pessários
em forma de haste, de várias substâncias, como
chumbo, estanho, cobre, prata, ouro e platina cravejada de
diamantes. Esses pessários tinham a finalidade de corrigir
mau posicionamento do útero, induzir abortamento e
prevenir a gravidez; não eram, porém verdadeiros
dispositivos intra-uterinos, uma vez que a maior parte permanecia
na vagina, com uma haste introduzida na cavidade do útero.
Richard
Hichter (1909) idealizou o primeiro DIU com finalidade exclusivamente
contraceptiva. Era feito com intestino do bicho seda e tinha
forma de anel. De 1928 a 1930, Ernest Kraifenberg desenvolveu
vários tipos de dispositivos, sendo o modelo em anel
à base de fios de seda e prata empregado em milhares
de alemãs. O Population Council realizou em Nova Iorque,
em 1962, a primeira conferência internacional sobre
DIU, onde médicos de vários países relataram
suas experiências pessoais.
Os
avanços da antibioticoterapia e o desenvolvimento do
plástico polietileno contribuíram como os principais
fatores na aceitação do DIU. O primeiro DIU
medicado surgiu em 1967 e resultou da adição
de cobre a dispositivo em forma de T.
Na
atualidade estima-se que cerca de 60 milhões de rnulheres
, em todo o mundo sejam usuárias de DIU. O método
mostrou ser altamente eficaz e seguro, sendo indicado para
muitas mulheres, uma vez que pode apresentar vários
benefícios.
BENEFÍCIOS
DOS DISPOSITIVOS INTRA-UTERINOS
Boa
eficáciaMétodo reversível
Não interfere na vida sexual
Não determina efeitos sistêmicos
Independe da motivação da mulher
MECANISMO
DE AÇÃO
Ao
surgirem as primeiras publicações (década
de 50) sobre anéis intra-uterinos, não se sabia
ainda sobre o mecanismo de ação anticoncepcional
desses dispositivos. Somente após a publicação
desses trabalhos foram iniciados experimentos com animais,
que revelaram grande variedade de efeitos nas diversas espécies.
Em
todas as espécies observou-se fenômeno que foi
considerado fator comum no mecanismo básico de ação
do DIU. O dispositivo causava reação inflamatória
de corpo estranho na cavidade uterina, caracterizada por abundante
presença de macrófagos. Interpretou-se esse
achado corno sendo o mecanismo que impedia a implantação
do ovo em roedores. Uma vez que essa reação
era encontradas em outras espécies, concluiu-se, por
extensão, que o bloqueio da implantação
do ovo seria o mecanismo de ação do DIU, inclusive
nos primatas.
Observou-se,
porém, que na ratazana ocorriam alterações
bioquímicas endometriais, que não ocorriam em
outras espécies, inclusive na humana. O líquido
de lavado intra-uterino de ratazanas portadoras de corpo estranho
inibe o desenvolvimento de embrião in vitro, enquanto
o líquido de primatas não humanos não
tem efeito inibidor. Assim, o D1U não tem efeito embriotóxico
nos primatas, desaparecendo a hipótese de que o mesmo
tenha mecanismo rnicroabortivo.
No
DIU não medicado, a presença de grande número
de macrófagos impede a ascensão dos esperrnatozóides
ao interior da cavidade uterina; isto, porém contrasta
com o achado de esperrnatozóides em tubas uterinas
de mulheres portadoras de DIU não medicado, sem que
se saiba se o número ou a capacidade fertilizante do
gameta masculino sejam normais.
Em
relação ao DIU de cobre, ao efeito de corpo
estranho acrescenta-se o mecanismo próprio do metal
de imobilização dos espermatozóides.
Nas usuárias destes dispositivos ocorre difusão
do cobre para a cavidade uterina e, dessa, para o canal cervical
e tubas uterinas. A alta concentração de cobre
nas tubas parece ter efeito tóxico sobre os óvulos,
visto que há dificuldade de se recuperar os mesmos
nas portadoras de DIU com o metal, o que não ocorre
nas usuárias de dispositivos não medicados e
nas que não utilizam o método.
Em
suma, até o momento as evidências tendem a eliminar
a suspeita de que o mecanismo de ação seja microabortivo.
No caso do DIU que contém cobre, existe a comprovação
de que os outros mecanismos de ação são
suficientes para explicar seu efeito anticoncepcional.
INSERÇÃO
A eficácia do DIU depende essencialmente de adequada
inserção, uma vez que evitam-se os principais
inconvenientes que determinam a descontinuação
do seu uso, tais como gravidez, expulsão, perda sangüínea,
dor, perfuração e infecção.
Quanto
à época da inserção, a mesma pode
ser feita em qualquer fase do ciclo menstrual, bem como após
parto, abortamento ou coito desprotegido. O período
ideal para a inserção é durante ou imediatamente
após menstruação, por apresentar as seguintes
vantagens: é raro a mulher estar grávida; o
desconforto é menor, pois a cérvice está
mais amolecida; e a perda sangüínea produzida
pela inserção confunde-se com o fluxo menstrual.
A
inserção pós-parto pode ser imediata,
ou ao redor de seis semanas do parto, sendo este último
período o mais preconizado. O problema da inserção
no pós-parto imediato reside na alta taxa de expulsão.
Para
que ocorra adequada inserção, o dispositivo
deve atingir o fundo uterino, pois a maioria das gestações
ocorre nessa localização. Caso o DIU esteja
em localização mais baixa, as contrações
uterinas podem expeli-lo.
REMOÇÃO
É realizada facilmente, através do pinçamento
e tração do fio guia, até a saída
completa do dispositivo. Às vezes o fio não
é visível, e isto ocorre quando há gestação,
perfuração ou fio deslocado para o interior
da cavidade uterina- Nesta última situação,
a remoção pode ser auxiliada por pinça
em gancho, pinça jacaré, aspiração
a vácuo ou curetagem uterina. As indicações
para a remoção do DIU são expostas na
Tabela abaixo
INDICAÇÕES
PARA REMOÇÃO DE DIU
Indicações
Médicas:
Dor pélvica
Perda sangüínea ou menstruação
excessiva
Doença inflamatória pélvica aguda
(DIPA)
Deslocamento do dispositivo
Gravidez
Malignidade uterina
Após um ano da menopausa
Remoção periódica de DIU medicado
Razões Pessoais
Desejo de gravidez
Desejo de outra forma de contracepção
Interrupção da atividade sexual
SANGRAMENTO
O motivo principal do abandono do uso de DIU está relacionado
a aumento do sangramento que, freqüentemente, vem acompanhado
de dor no hipogástrio e na região lombossacra.
Essa intercorrência acarreta índices de 5 a 15%
de remoção no primeiro ano de uso. Os sangramentos
podem ser de três tipos: menorragia, hipermenorragia
e metrorragias.
Em
mulheres sadias a perda sangüínea menstrual normal
é em torno de 35m1, enquanto que com o dispositivo
não medicado é entre 70 e 80m1, e com DIU de
cobre apresenta elevação em torno de 50%. Apesar
da relação entre DIU e sangramentos, o risco
de anemias é pequeno.
DOENÇA
INFLAMATÓRIA PÉLVICA AGUDA (DIPA)
É
muito difícil relacionar DIPA com dispositivo intra-uterino,
devido principalmente aos critérios imprecisos do diagnóstico
da infecção e pela falta de grupo padrão
para comparação com as usuárias de DIU.
Estudos realizados na Suécia e Estados Unidos mostram
que as usuárias de DIU têm risco relativo 1,5
de contrair salpingite aguda, em comparação
com mulheres sexualmente ativas não usuárias
de métodos anticoncepcionais.
Nos
países desenvolvidos, a DlPA ocorre com mais freqüência
em portadoras de dispositivos com idade abaixo dos 25 anos;
isto provavelmente se deve ao maior número de parceiros
sexuais e, portanto, maior risco para doenças sexualmente
transmissíveis. Em relação à paridade,
os estudos não são conclusivos. A alguns autores
encontraram taxas mais elevadas da doença nas nulíparas
, em outros trabalhos, contudo não houve diferença.
A
prevenção da DIPA deve ser feita através
da utilização de DIU apenas para mulheres com
baixo risco para a doença, da esterilização
aprimorada do material usado na inserção e de
técnica apropriada de inserção, com assepsia
rigorosa do colo uterino.
GRAVIDEZ
Gravidez
na presença de DIU pode sofrer complicações,
especialmente abortamento. Se o dispositivo não for
removido precocemente, há índice de risco de
interrupção da gestação de aproximadamente
50%. A retirada oportuna do DIU reduz em 50% o risco de abortamento.
Outras complicações são parto prematuro,
natimortalidade e retardo de crescimento intra-uterino.
CONTRA-INDICAÇÕESAs
contra-indicações médicas ao uso de DIU
são:
-
DIPA no presente ou no passado;
-
gravidez diagnosticada ou suspeita;
-
história de gravidez ectópica;
-
suspeita de malignidade no aparelho genital;
-
anomalia uterina congênita ou mioma;
-
distúrbio de coagulação sangüínea;
-
estenose cervical grave;
-
fluxo menstrual abundante;
-
dismenorréia primária grave;
-
alergia cobre em relação ao DIU com cobre.
DISPOSITIVOS
DE COBRE
Parece
ser o T a melhor configuração para dispositivo
portador desse metal. Devem ser trocados ao final da liberação
de cobre, conforme informações do fabricante.
SISTEMAS
DE LIBERAÇÃO HORMONAL
Alguns
tipos de esteróides sexuais foram utilizados para liberação
pelo DIU, tais como progesterona, levonorgestrel, desogestrel,
na, noretisterona e estriol: Desses, o mais testado foi a
progesterona, sendo empregada no dispositivo conhecido comercialmente
com o nome Progestasert, com duração de um ano.
Dos
novos esteróides, sem nenhuma dúvida o levonorgestrel
é o mais usado, apresentando duração
de cinco a sete anos. Esses dispositivos apresentam taxa de
gestação menor que 1 por 100 mulheres/ano. Têm
ainda as vantagens de ocasionar menos sangramentos e de oferecer
proteção contra DIPA e hiperplasia endometrial.
Podem, porém, aumentar o número de dias de menstruação.
II)
MÉTODOS DE BARREIRA
Após
a introdução dos contraceptivos orais, a utilização
dos métodos de barreira sofreu significativa redução
de suas taxas de uso entre as mulheres. Tal fato deve-se à
maior eficácia dos métodos hormonais e, principalmente,
à maior praticidade de uso dos mesmos, quando comparados
aos de barreira.
Como
decorrência de efeitos adversos observados com o uso
dos contraceptivos orais e dos dispositivos intra-uterinos
(DIU), tem-se observado certa tendência para a substituição
dos mesmos por métodos de barreira. Além disso,
a problemática das doenças sexualmente transmissíveis,
em especial a AIDS, tem contribuído para a retomada
do emprego de métodos de barreira, com especial ênfase
para o condom.
Define-se
como sendo de barreira todo método anticoncepcional
que impossibilite a progressão do espermatozóide
em direção ao óvulo, atuando no homem
na desembocadura da uretra peniana e na mulher ao nível
da vagina ou do colo uterino. Os métodos de barreira
atualmente utilizados na prática são o condom
e o diafragma.
DIAFRAGMA
O
diafragma foi descrito pela primeira vez por Wilheim Messinga,
no ano de 1882, passando a ter, em seguida, larga utilização
nos países europeus. Sua introdução nos
Estados Unidos deu-se em 1920, na cidade de Nova Iorque.
No
ano de 1940 aproximadamente um terço das mulheres norte-americanas
faziam uso de diafragmas. Com o advento dos contraceptivos
orais e dos dispositivos intra-uterinos, houve gradual decréscimo
da freqüência de uso. Em 1995, 10% das norte-americanas
utilizavam o método e em 1998 apenas 3%.
CONCEITO
O
diafragma pode ser definido com cúpula rasa de tárex
ou, mais modernamente, de silicone, com bordas firmes e flexíveis,
que recobre todo o colo uterino, com a finalidade de impedir
a deposição do esperma na porção
alta da vagina e de impossibilitar a ascensão dos espermatozóides
para o trato genital alto.
Todos
os diafragmas são confeccionados em tamanhos que variam
de 50 a 105mm, sendo que os mais utilizados encontram-se na
faixa de medidas entre 65 e 80mm. O material mais utilizado
na confecção é a borracha. Mais modernamente
tem-se dado preferência ao silicone, devido à
maior durabilidade e à limpeza mais adequada.
EFICÁCIA
A
análise da efetividade do diafragma necessita de avaliação
crítica, quanto a que população e a qual
tipo de estudo se está realizando. Esta afirmativa
fundamenta-se no fato de que os resultados quanto à
eficácia são melhores quando se está4frente
a usuárias motivadas e bem orientadas, que estão
utilizando diafragma por tempo mais prolongado. É por
isso que os estudos populacionais, onde os itens citados nem
sempre são respeitados de maneira adequada, revelam
resultados menos expressivos que os de estudos clínicos.
De
maneira geral as taxas de falha entre as usuárias de
diafragma variam entre 2 e 23%, por ano de uso.
INDICAÇÕES
O diafragma pode ser indicado como complementação
a outros métodos anticoncepcionais e em situações
nas quais os contraceptivos orais e os DIU não podem
ser utilizados, isto é, lactação, adolescência
e pré-menopausa.Tanto em relação com
a lactação, como na pré-menopausa e na
adolescência, a eficácia fica favorecida por
condições fisiológicas que rebaixam a
fertilidade. Por outro lado, as taxas de eficácia aumentam
devido à baixa freqüência das relações
sexuais.
CONTRA
INDICAÇÕES
As
contra-indicações podem ser alterações
do trato genital, que dificultam o adequado posicionamento
do diafragma, especialmente as distopias genitais. As fistulas
vésico-vagìnais e reto-vaginais e as infecções
vaginais, uterinas e urinárias são também
condições que contra-indicam o uso de diafragma,
uma vez que podem sofrer complicações.
As
mulheres que apresentam sensibilidade ao látex devem
passar ao uso de diafragmas de silicone, que se constitui
em material inerte.
O
período puerperal até seis semanas após
o parto também contra-indica o uso de diafragma, uma
vez que as alterações locais dificultam a correta
mensuração.
ELEIÇÃO
DO DIAFRAGMA
Para
a adequada escolha do tamanho do diafragma ser usado, a mulher
deve ser submetida a exame ginecológico, que se presta
também para descartar fatores orgânicos que possam
contra-indicar o método.
A
medida é estabelecida pelo toque vaginal bidigital,
quando se determina a distância entre o recesso vaginal
posterior e o arco subpubiano. Para a realização
da mensuração deve-se utilizar anéis
medidores.
TÉCNICAS
DE INSERÇÃO E DE REMOÇÃO
Uma
vez definido o tamanho do diafragma, passa-se ao treinamento
da mulher para a sua inserção. A escolha da
posição para a inserção depende
da facilidade de cada mulher para manipular sua vagina, podendo
recair no decúbito dorsal, na posição
de cócoras ou no simples apoio de um dos pés
sobre superfície mais elevada.Previamente à
introdução recomenda-se aplicar em torno do
anel metálico camada de substância espermicida
que contenha como princípio ativo o nonoxinol-9 a 5%.O
diafragma deve ser introduzido momentos antes da relação
sexual. Para estar corretamente posicionado, deve estar fixo
entre o recesso posterior da vagina e o arco subpubiano, ocluindo
totalmente o colo uterino. E importante que não cause
compressão excessiva sobre as estruturas de apoio.A
remoção do diafragma deve ser feita no mínimo
oito horas após a relação sexual e no
máximo 24 horas após a inserção,
com vistas a evitar complicações vaginais, principalmente
infecciosas. A remoção pode ser efetuada nas
mesmas posições usadas para a inserção.
Logo após a remoção deve-se lavar com
água e sabão neutro, deixando-se secar de maneira
natural, sem utilizar talco ou pó secante.A troca por
novo diafragma deve ocorrer se este perder suas características
originais ou se a mulher sofrer alteração do
seu peso corpórea de 5kg ou mais. Nesta última
situação há necessidade de se realizar
novas medidas.
VANTAGENS
O
diafragma tem as vantagens de ser método de utilização
fácil, de ter baixo custo e de não ocasionar
ação sistêmica. Outro benefício
é sua ação protetora em relação
às doenças sexualmente transmissíveis,
especialmente a gonorréia, à doença inflamatória
pélvica aguda e à infertilidade
EFEITOS
COLATERAIS
Irritação
vaginal por alergia ao látex ou ao espermicida tem
sido responsável por menos de 1% das causas de abandono
do método. Cumpre assinalar a possibilidade de irritação
do pênis do parceiro sexual, devido a hipersensibilidade
aos mesmos fatores.
A
infecção urinária é duas vezes
mais freqüente entre as usuárias de diafragma,
quando a comparação é feita com mulheres
que utilizam contraceptivos orais.CONDOMTrata-se de
método de barreira, geralmente de látex, que
impede o contato do esperma com o trato genital baixo da mulher,
por bloquear o ejaculado ao nível da uretra peniana.Os
primeiros relatos sobre métodos anticoncepcionais baseados
no revestimento do pênis datam de 1540, com Fallopius.
Eram usados protetores da glande feitos com materiais orgânicos.
O uso de condons de borracha vulcanizada iniciou-se nos Estados
Unidos, em 1850. Profunda melhora da qualidade se deu a partir
da utilização do látex líquido,
que possibilitou a confecção de condons com
espessuras de 0,3-0,8mm.
EFICÁCIA
Através
do estudo da eficácia contraceptiva teórica,
estima-se que as taxas de falha do condom situam-se entre
0,5 e 2 por 100 mulheres ano. Essas taxas, porém são
afetadas por diversos fatores, que prejudicam o resultado
final. Dentre estes fatores cita-se o uso inconstante, o uso
incorreto e a ruptura do condom. As taxas de ruptura estão
relacionadas com a qualidade dos condons e com o prazo de
validade dos mesmos.
TÉCNICA
DE USO
Para
que a eficácia seja alta, deve-se recomendar o uso
do condom em todas as relações sexuais. A inserção
deve ser feita com o pênis ereto, eliminando-se o ar
existente na porção destinada a conter o ejaculado.
Este cuidado previne a ruptura do condom.
Não
se deve acrescentar lubrificantes, uma vez que alguns deles
alteram as características originais do látex,
favorecendo a ruptura.
Deve-se
usar condom original a cada relação sexual.
O prazo de validade não deve exceder três anos.
A embalagem tem de ser impermeável à luz; uma
vez que esta altera as propriedades originais do látex.
VANTAGENS
-
Além de ser método anticoncepcional, o condom
é eficaz na prevenção de doenças
sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS.
Nos dias atuais sua utilização ganhou realce
no que concerne à prática do sexo seguro.
O látex é impermeável aos espermatozóides
e aos microorganismos causadores de doenças, inclusive
o HIV.Do mesmo modo que o diafragma, o condom proporciona
redução do risco relativo para carcinoma
do colo uterino.Diferentemente dos maioria dos métodos,
o condom possibilita ao homem participar de maneira ativa
na anticoncepção.
DESVANTAGENS
A
principal desvantagem do uso do condom é a interferência
na dinâmica sexual do casal, que pode levar a prejuízo
do relacionamento. Alergia ao látex e aos lubrificantes
também pode ocorrer.III) MÉTODO DO CALENDÁRIO
Também chamado de Método de Ogino-Knaus
-
Exige a identificação da época da
ovulação = 14 dias antes da menstruação
-
Espermatozóide permanece vivo por 3 dias.
- Óvulo
sobrevive por um dia
-
Período de abstinência sexual = dia da ovulação
+ 3 dias antes e 1 dia após a ovulação
-
Acrescentar 3 dias antes e 3 dias depois do período
acima determinado, como norma de segurança.
-
Problemas: Período de abstinência muito grande.
Difícil determinar o dia exato da ovulação
em períodos menstruais irregulares.
IV)
MÉTODO DA TEMPERATURA
-
Na época ovulatória, por aumento da progesterona,
a temperatura basal aumenta de 0,3 a 0,5 °CA temperatura
deve ser medida com termômetro preciso, ao despertar,
antes de se levantar.
-
Problemas: Não prevê com antecedência
o dia da ovulação
VANTAGENS
DOS MÉTODOS DO CALENDÁRIO E DA TEMPERATURA:
-
Não têm efeito colateral
-
São baratos;Permitem maior conhecimento dos órgãos
genitais e de seu funcionamento.
-
Exigem a participação dos dois parceiros
DESVANTAGENS
DOS MÉTODOS DO CALENDÁRIO E DA TEMPERATURA:
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São de pequena eficácia;
-
Requerem controle diário;
-
Exigem regularidade do ciclo menstrual
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