|
DIABETES
O
diabetes é uma doença causada pela ausência ou deficiência
na produção de insulina, que é um hormônio produzido pelo
pâncreas, responsável pela absorção da glicose do sangue para
as células. São conhecidos dois tipos de diabetes: o tipo
I, conhecido como tipo juvenil e atualmente classificado como
diabetes insulino-dependente, e o tipo II ou adulto, também
chamado diabetes não insulino-dependente.
Normalmente,
o tipo I é chamado juvenil porque atinge principalmente indivíduos
menores de 25 anos, mas também pode atingir pessoas com mais
idade. Poucos casos são adquiridos por hereditariedade, sendo
que menos de 10% dos casos são herdados dos pais. Na verdade,
a maioria dos casos é de origem desconhecida. Muitas vezes,
o diabetes pode ser adquirido através de uma infecção viral;
quando o organismo começa a combater a infecção, acaba produzindo
anticorpos que destroem o pâncreas, atingindo as células que
produzem a insulina. Em geral, os indivíduos atingidos são
magros e têm tendência a desenvolver o coma diabético se não
receberem insulina adequadamente.
Já
o tipo II atinge indivíduos com mais de 40 anos, sendo que
as mulheres compõem a maioria dos casos. Existe uma forte
relação de hereditariedade, sendo que mais de 20% dos casos
têm um dos pais com a doença. Nos casos de gêmeos idênticos,
se um irmão contrai a doença, o outro tem 90% ou até 100%
de contraí-la também. Ao contrário do diabetes tipo I, não
há destruição do pâncreas por anticorpos. O pâncreas produz
insulina normalmente, mas a quantidade não é suficiente para
ser usada pelo corpo. As pessoas atingidas são em geral obesas,
sendo que 80% têm pesos 15% acima do ideal. O tipo II é o
tipo de diabetes mais frequentemente encontrado, constituindo
80% dos casos. As pessoas que sofrem desse tipo de diabetes
raramente desenvolvem o coma diabético.
Como
consequência da falta de insulina, o açucar no sangue vai
se acumulando, e - se a pessoa não procurar tratamento, começa
a desenvolver os sintomas da doença.
TOP
SINTOMAS
O
indivíduo começa a apresentar intensa sede, a urinar frequentemente
e em grandes quantidades, e sente muita fome. No diabetes
tipo I, apesar da pessoa comer bastante, mantém o corpo magro,
o que chama a atenção. é muito frequente nas mulheres a presença
de doenças como a infecção genital conhecida como Monilíase,
causada por um fungo, que provoca intenso prurido vaginal
e um corrimento esbranquiçado. Como o diabetes reduz a resistência
às infecções, são comuns também infecções urinárias e da pele.
Também a visão pode sofrer alterações, devido à deformação
do cristalino.
TOP
DIAGNÓSTICO
Existem
vários exames para diagnosticar diabetes. O mais simples é
a dosagem de glicose na urina, colocando-se uma fita (glicofita)
e medindo-se a quantidade de açucar na urina pela variação
de cor apresentada na glicofita. O mesmo pode ser feito furando-se
o dedo com uma agulha e colocando-se uma gota de sangue na
glicofita. Para obter resultados mais seguros, é medida a
glicose de jejum, que normalmente deve ser menor que 115 mg/dl.
Outros exames são feitos, como teste de tolerância à glicose,
em que a pessoa ingere 75g de glicose. Os níveis de glicose
são medidos na hora da ingestão, e 30, 60, 90 e 120 minutos
após. São anotadas todas as variações de glicose no sangue.
Muitas pessoas apresentam uma intolerância à glicose, mas
não chegam a ter diabetes. é muito comum acontecer isso a
mulheres grávidas, que depois de darem à luz voltam aos seus
níveis de glicose normais. Essas mulheres, em geral, dão à
luz bebês com pesos maiores que os normais.
TOP
CUIDADOS
É
muito importante controlar o diabetes, para se evitar complicações
como o coma diabético, que pode até causar a morte. Alguns
fatores são responsáveis pelo aparecimento de coma, como infecções,
stress, ingestão excessiva de álcool, lesões variadas e outras
situações em que se necessita de muita insulina e o corpo
não consegue produzir o suficiente. Quando a pessoa entra
em coma, produz um característico odor de acetona, eliminado
pela respiração.
TOP
CONSEQUÊNCIAS
Alguns
sintomas de diabetes só aparecem com o tempo, como a cegueira,
doenças renais, doenças nos nervos e músculos. A aterosclerose,
produzida pela obstrução de vasos sanguíneos, é muito frequente
em pessoas diabéticas, podendo atingir as artérias do coração
ou das pernas e pés. é muito comum que os pacientes apresentem
úlceras nas pernas, infecções ou até mesmo gangrenas. Também
os nervos podem ser afetados (neuropatia diabética), levando
à perda de sensibilidade e de sensação à dor, com diminuição
dos reflexos, principalmente nos pés. Outro problema comum
é a impotência sexual em homens diabéticos.
TOP
CONTROLE
A
maioria dos sintomas do diabetes é causada pela elevação de
açucar no sangue. Portanto, manter os níveis de glicose dentro
dos parâmetros normais é crucial para o tratamento da doença.
Para os diabéticos, a dieta é um dos fatores mais importantes
no controle da doença. Uma dieta apropriada deve ter 20% da
ingestão calórica em proteínas, 50% em carboidratos e 30%
em gordura.
Também
é importante fazer exercício físico, para ajudar não apenas
na manutenção do peso como para reduzir os níveis de glicose.
Muitas vezes, pessoas com o diabetes tipo II não precisam
de tratamento com remédios, obtendo grande melhora só com
a dieta adequada e exercícios, mantendo um peso ideal. Para
se calcular o número de calorias necessário por dia, usa-se
a seguinte tabela (quantidade de calorias por quilo de peso):
| Nível
de Atividade |
| Massa
Corporal |
Sedentário |
Moderadamente
Ativo |
Muito
Ativo |
| Obeso |
20-25 |
30 |
35 |
| Normal |
30 |
35 |
40 |
| Abaixo
do peso |
35 |
40 |
45-50 |
TOP
DICAS
Procure ingerir 2/7 do total de alimentos no café da manhã,
outro tanto no almoço e no jantar, e 1/7 antes de deitar.
Procure alimentos com gorduras polinsaturadas, e evite aqueles
com gorduras saturadas.
Cuidado com o colesterol: procure não ingerir mais do que
300-500mg por dia.
Aumente a ingestão de fibras: coma mais pão preto, cereais,
frutas e vegetais.
TOP
OUTRAS
INFORMAÇÕES
Algumas
pessoas com o diabetes Tipo II necessitam tomar medicamentos,
como os hipoglicemiantes orais, que são ajustados conforme
os níveis de glicemia. Já aquelas com o Tipo I, que são dependentes
de insulina para sobreviver, têm que receber todos os dias
doses injetáveis de insulina.
O
tratamento mais moderno para o diabetes é através de uma bomba
de infusão de insulina, que constantemente libera insulina
através de uma agulha colocada subcutaneamente na parede abdominal
ou na coxa, controlando satisfatoriamente os níveis de glicose.
No
futuro, os cientistas utilizarão um monitor de glicose implantável
que, em combinação com a bomba de insulina, formaria um pâncreas
artificial. Um sensor mediria os níveis de glicose automaticamente
e, com a ajuda de microprocessadores, determinaria a quantidade
de insulina necessária e instruiria a bomba para liberá-la.
|