A
acne é uma doença de predisposição
genética cujas manifestações dependem
da presença dos hormônios sexuais no organismo.
Devido a isso as lesões começam a surgir na
puberdade, época em que estes hormônios começam
a ser produzidos. A doença ocorre devido ao aumento
da secreção sebácea associada ao fechamento
da abertura do folículo piloso, dando origem aos
comedões (cravos). Esta condição favorece
a proliferação de microorganismos que causam
a inflamação.
Manifestações
clínicas
As
áreas mais atingidas são a face e o tronco.
Apesar de em geral não ser doença grave, em
algumas pessoas, o quadro torna-se muito intenso, como a
acne conglobata (lesões císticas grandes,
inflamatórias, que se intercomunicam por sob a pele)
e o acne queloideano (deixa cicatrizes queloideanas após
o desaparecimento da inflamação).
O
quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios:
- Acne
Grau I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias
- Acne
Grau II: cravos e "espinhas" pequenas, como
pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos (pústulas)
- Acne
Grau III: cravos, "espinhas" pequenas e lesões
maiores, mais profundas, dolorosas e bem inflamadas
- Acne
Grau IV: cravos, "espinhas" pequenas e grandes
lesões císticas, comunicantes (acne conglobata),
com muita inflamação e aspecto desfigurante.
Tratamento
Sendo
doença de curso crônico e algumas vezes desfigurante,
a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a
não deixar cicatrizes. O tratamento pode ser feito
com medicações de uso local, visando a desobstrução
dos folículos e o controle da proliferação
bacteriana. Podem ser usados também medicações
via oral, dependendo da intensidade do quadro. Em casos
de acne muito grave (como a acne conglobata), ou resistente
aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína,
medicação que pode curar definitivamente a
acne em cerca de seis a oito meses na grande maioria dos
casos.
Apesar
de não ter participação na causa da
doença, a dieta mostra influência no curso
da acne. Alimentos como chocolates, gorduras animais, leite
e derivados, crustáceos, condimentos fortes e amendoim
devem ser evitados pelos pacientes que apresentam acne,
pois em alguns podem ocasionar a piora do quadro.
O
lado emocional dos pacientes não deve ser menosprezado.
A desfiguração causada pela acne mexe com
a auto-estima do adolescente, que passa a evitar o contato
social com vergonha de suas lesões e das brincadeiras
dos colegas. Quando necessário, deve ser fornecido
suporte psicológico.
O
tratamento da acne deve ser orientado por um médico
dermatologista, que é o profissional capacitado para
indicar os medicamentos ideais para cada caso. Não
use remédios indicados por pessoas leigas ou que
tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não
ser apropriados ao seu tipo de pele. A duração
do tratamento é longa, geralmente nunca é
menor do que seis meses, portanto, paciência. Esclareça
suas dúvidas com o dermatologista que o acompanha,
ele sempre poderá ajudá-lo.
Acne
solar
A
acne solar caracteriza-se por uma erupção
acneiforme que atinge principalmente o tronco e a raiz dos
membros superiores e que surge poucos dias após a
exposição intensa destas áreas ao sol.
Formam-se lesões papulosas (semelhantes a pequenas
"bolinhas endurecidas") e pustulosas, sendo algumas delas
doloridas devido à inflamação.
Muito
comum durante o verão, a acne solar pode ser evitada
com a utilização de filtros solares, de preferência
aqueles em base não oleosa ( "oil free" ), aplicados
antes e durante a exposição ao sol.
Para
aqueles que já apresentam a doença, o tratamento
é semelhante ao da acne vulgar devendo ser incluída
a proteção solar adequada.